sábado, 14 de agosto de 2010

Cine Brasília

Vídeo documentário, produzido pelo núcleo de produção Os Timbiras, durante a oficina de audiovisual dentro da programação do Cine Cultura Timbiras. O documentário é uma colagem de depoimentos e narrativas nostálgicos, sobre um antigo cinema da cidade de Capanema, que mistura sua história com a história do próprio município. O vídeo foi filmado e editado por alunos da oficina sobe direção de Nazo Glins. Um emocionante retrato dos anos de ouro desta interessante cidade. Vale a pena conferir.


O documentário vai estrear amanhã na cessão oficial de inauguração de Cine Cultura Timbiras, junto com o filme O Ébrio.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Estréia oficial do Cine Cultura Timbiras






Jovem do interior, com grande talento para a música e boa situação financeira, Gilberto Silva, se vê totalmente perdido quando seu pai perde a fazenda. Sem o apoio dos parentes, o rapaz migra para a cidade grande, perambulando pelas ruas, até que, desesperado, ao entrar numa igreja, o padre ouve os seus pedidos de ajuda e convida-o a viver no anexo da sacristia.

O religioso incentiva-o a procurar um emprego e, também, a explorar as suas habilidades artísticas. O grande sonho de Gilberto, porém, é entrar para a faculdade de medicina. Ainda assim, ele acaba se inscrevendo para um programa de calouros da rádio, tornando-se em pouco tempo um fenômeno de popularidade. Com o sucesso inesperado como cantor, Gilberto cria as condições para cursar a universidade e se transforma num cirurgião muito requisitado.

Sem esquecer quem o ajudou, ele colabora com a igreja e cumpre a promessa feita a uma menina paralítica das pernas, operando-a para que ela recupere os movimentos. No hospital em que trabalha, Gilberto se apaixona por uma das enfermeiras e se casa com a jovem.

Rico e famoso, o médico passa a ser assediado pelos parentes que o rejeitaram no passado. Apesar de tudo o que sofreu quando era pobre, recebe-os generosamente em sua casa. No entanto, um dos seus primos trama um golpe insidioso: roubar-lhe a mulher e a fortuna em jóias da família. O primo atinge os objetivos e Gilberto, desiludido e sob o impacto da morte do pai, decide abandonar tudo, transformando-se num bêbado errante.




Vicente Celestino Dr. Gilberto Silva
Victor Drummond Padre Simão
Rodolfo Arena Primo José
Cecy Medina Enfermeira
Walter D'Ávila Rego
Alice Archambeau Marieta
Paulo Celestino Enfermeiro
Manoel Vieira Amigo de José
Júlia Dias Lola
Arlete Lester Maricota, filha de Rego
Oswaldo Loureiro Grã-fino no Bar
Amadeu Celestino Grã-fino no Bar
Isabel Barros Menina princesinha
José Mafra Leão
Antônia Marzullo Lindoca
Regina Braga Mãe da aleijadinha
Jacy de Oliveira Maria das Neves, empregada de Rego
Marilu Dantas Salomé, empregada do Dr. Gilberto
Flora Mattos Cantora
Walter Micelli Locutor de Rádio
Antônio Paes Motorista
Gênero: Drama
Direção: Gilda de Abreu
Roteiro: Gilda de Abreu
Produção: Gilda de Abreu, Adhemar Gonzaga
Música Original: Vicente Celestino
Fotografia: A. P. Castro
Edição: A. P. Castro
Figurino: Ana Laura, Lilá
Maquiagem: Paulo Carias
Efeitos Sonoros: Luiz Braga Jr., Alberto Vianna
Pais: Brasil
Nota: 6.9
Filme Assistido em: 1947

"O Ébrio" é um ótimo filme nacional e uma das maiores bilheterias da época. Escrito e dirigido por Gilda de Abreu, narra o drama de um médico de prestígio que se entrega ao alcoolismo quando a mulher o abandona por outro.

A história é comovente, levando grande parte da platéia às lágrimas. As músicas, de autoria de Vicente Celestino, na época um dos mais populares e consagrados cantores, são por ele muito bem interpretadas.

A direção de Gilda de Abreu é consistentemente segura e, no elenco, o grande destaque é, sem dúvida, Vicente Celestino.





sexta-feira, 6 de agosto de 2010


O Grupo Cultural “Os Timbiras” é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que tem como objetivo promover o desenvolvimento social e cultural do Nordeste Paraense. Desde 2004 vem realizando ações voltadas à promoção da cultura popular, envolvendo segmentos sociais diversos, incluindo o púbico LGBT. Na perspectiva de ampliar as suas ações, o grupo realizará no dia 05 de setembro de 2010 a II Parada da Diversidade Sexual, evento que terá como objetivo a promoção do respeito à diversidade sexual, o combate à homofobia e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

COMEÇAM HOJE AS ATIVIDAES CINECLUBISTAS DO CINE CULTURA TIMBIRAS.


O Ministério da Cultura, sob orientação do Programa Mais Cultura, promove a ação Cine Mais Cultura. Através de editais e parcerias diretas, a iniciativa disponibiliza equipamento audiovisual de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista, atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanos e municípios, de acordo com os indicadores utilizados pelo Programa Territórios da Cidadania.

Os editais têm como foco pessoas jurídicas sem fins lucrativos e, conforme seus objetos, visam contemplar entidades tais como bibliotecas comunitárias, pontos de cultura, associações de moradores ou até mesmo escolas e universidades da rede pública bem como prefeituras, sempre com o objetivo de favorecer o encontro e a integração do público brasileiro com a produção audiovisual de seu país.

Além de contribuir para a formação de platéias e o fomento do pensamento crítico, tendo como principal base obras audiovisuais brasileiras, o Cine Mais Cultura inaugura o Circuito Brasil, primeiro banco de dados habilitado a contabilizar o público do circuito não-comercial do país, capaz de emitir relatórios por filme, por unidade da federação, entre outros recortes।




Sinopse

Neste filme, Hector Babenco construiu um dos mais cruéis retratos da realidade nas ruas de São Paulo, onde crianças têm sua inocência retirada ao entrarem em contato com um mundo de crimes, prostituição e violência. Depois de uma ronda policial, crianças de rua - incluindo Pixote - são enviados para um reformatório de delinquentes juvenis (FEBEM). A prisão é uma escola infernal onde Pixote cheira cola como fuga emocional para as constantes ameaças de abuso e estupro. Logo fica claro que os jovens criminosos são apenas joguetes para os sádicos guardas da Febem e para seu diretor.
Quando um menino morre por abuso físico por parte dos guardas, estes procuram jogar a culpa do assassinato em outro menino, o amante de Lilica (Jorge Julião), um garoto homossexual. Convenientemente, o amante de Lilica também "morre", com a ajuda dos guardas. Logo depois, Pixote, Chico (Zenildo Santos), Lilica e seu novo amante Dito (Gilberto Moura) encontram uma oportunidade de fugir da prisão. Primeiro eles permanecer no apartamento de Cristal (Tony Tornado), um ex-amante de Lilica, mas quando surgem tensões entre eles e Cristal, o grupo vai para o Rio para fazerem uma negociação de cocaína com uma stripper conhecida de Cristal. Chegando lá, porém, eles acabam sendo passados para trás pela stripper (Elke Maravilha), que acaba matando Chico e sendo esfaqueada por Pixote, o que se torna o primeiro assassinato cometido pelo menino.
Eles encontram Sueli (Marília Pêra), uma prostituta abandonada pelo seu cafetão, e que acabara de fazer um aborto clandestino. Juntam-se a ela para roubar os clientes da prostituta durante os seus programas, mas o clima começa a ficar tenso quando Dito e Sueli ficam atraídos um pelo outro, causando profundo ciúme em Lilica, que acaba abandonando o grupo quando presencia Dito e Sueli fazendo sexo. O esquema de roubo acaba dando errado quando um americano que vai fazer um programa com Sueli reage inesperadamente quando Dito anuncia que vai assaltá-lo (porque aparentemente ele não entende Português), e os dois se atracam. Pixote, ao tentar acertar o americano, erra e acaba acertando e matando Dito, para desespero de Sueli. O americano também é morto por Pixote.
Desolados, Pixote e Sueli estão agora sozinhos no mundo. O menino tenta buscar o carinho de Sueli, procurando nela a figura de uma mãe, mas ela o rejeita e o manda embora. Ele então se vai e é visto andando por uma linha ferroviária, de pistola na mão, se afastando até ir desaparecendo na distância.
O ator Fernando Ramos da Silva, que interpreta o personagem-título, tempo depois do êxito do filme, voltou à sua vida de sempre, vivendo num ambiente de total miséria. Chegou a tentar seguir a carreira de ator, ingressando na Rede Globo com a ajuda do escritor José Louzeiro, porém, foi demitido por ser incapaz de decorar os textos, já que era semi-analfabeto. Devido à influência dos irmãos, retornou à criminalidade, sendo assassinado por policiais em 1987.
A rápida trajetória de Fernando foi contada pelo diretor José Joffily, em seu filme Quem Matou Pixote?.

Elenco



terça-feira, 20 de julho de 2010